Reabertura do comércio em Manaus a partir do dia 1º terá setores prioritários

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Centro bate palma movimentação do comércio

Manaus – O governador do Amazonas, Wilson Lima, disse que a reabertura do comércio em Manaus levará em conta estudos sobre o risco de contaminação pelo coronavírus em Manaus. Segundo ele, o Estado tem 8 mil pacientes com o vírus ativo e 15% da população já foi infectada. Conforme Lima, esses indicadores são motivos para reestruturar a economia. “Todas a decisões estão sendo feitas de forma muito responsável. A partir do dia 1º vamos fazer a reabertura gradual. Nesta tarde vamos apresentar o planejamento de que atividades devem retomar e as regras para que isso efetivamente aconteça”, disse Lima, ao anunciar que irá se reunir com secretários e especialistas para determinar as regras da reabertura e quais atividades terão preferência.

“Temos algo em torno de 30 mil casos confirmados, cerca de 24 mil estão fora da transmissão, temos então 8 mil pessoas com o vírus ativo. Temos também um estudo que indica que algo em torno de 15% da população já foi infectada”, revelou em entrevista na manhã desta quarta-feira, 27.

Lima voltou a usar o argumento da queda no número de enterros em Manaus para liberar o funcionamento de lojas e serviços. “Temos também a diminuição dos casos de óbito e também dos enterros. Houve dia em que foram enterradas 167 pessoas e nos últimos 15 dias houve uma queda significativa, em que a média tem se mantido em 60 a 50 enterros”, repetiu.

Caso ocorra uma segunda onda de picos de enterros ou de casos que não estão recebendo assistência médica, o governador pretende fechar o comércio novamente em Manaus. “Todas essas ações ficam condicionadas a evolução dos casos, se tivermos uma subida de casos de coronavírus, vamos retroagir e restabelecer todas as medidas restritivas”, disse.

Ações no interior

A média de pacientes em estado grave que precisam ser transferidos do interior para Manaus é de 7 pessoas por dia, disse Wilson Lima. Os casos confirmados no interior são maiores do que os da capital, com isso o Governo do Amazonas deve priorizar a assistência nos municípios polo. “Estamos qualificando oito polos: Parintins, Humaitá, Lábrea, Tefé, Tabatinga, São Gabriel da Cachoeira, Eirunepé, Itacoatiara. Estamos montando estruturas para evitar que os pacientes precisem de um leito de UTI, os que se agravam transferimos para Manaus, por UTI aérea”, disse.

O governador informou que nesta quinta-feira, 28, deve reunir com prefeitos dos municípios para definir as ações no estado e controlar a pandemia no interior.

Hospital João Lúcio

Lima concedeu a entrevista em solenidade de lançamento de obras no Hospital João Lúcio, na zona leste da capital. O investimento será de R$ 15 milhões e inclui instalação de novos elevadores, geradores de energia, acessibilidade para portadores de deficiência, e pinturas.

Os recursos são do BID ( Banco Interamericano de Desenvolvimento) que já desenvolvia um projeto de tratamento de esgoto em Manaus e cedeu, após solicitação do governo, as sobras dos custos para auxiliar no combate à pandemia. “Há 12 anos a unidade não tinha intervenção de obras, hoje temos 227 leitos ativos. O hospital é porta de entrada de média e alta complexidade, atende toda a zona leste, a infraestrutura da reforma trará benefícios assistenciais direta aos profissionais que aqui trabalham”, disse a secretária de Saúde Simone Papaiz.

o Hospital recebe em média 10 mil pessoas por dia e os serviços de atendimento não serão interrompidos para que a reforma aconteça. Atualmente, o local tem 17 pacientes com Covid-19 em seus 41 leitos disponíveis para o tratamento da doença.

Foto: Divulgação
Matéria: Amazonas Atual

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